Impacto socioeducativo: a Escola de Golfe de Japeri foi indicada pela R&A, máxima autoridade do golfe mundial, como modelo de inclusão social através do esporte. Desde que começou a funcionar, a média anual tem sido de 120 alunos. A grande maioria apresenta melhorias em termos de comportamento e de desempenho na escola. O incentivo aos estudos é uma prática que caminha junto ao treino no campo e que tem trazido bons resultados acadêmicos. O projeto vai muito além das aulas de golfe e tem um trabalho maior de tirar as crianças das ruas e proporcionar convívio em um ambiente saudável, de educação e de cidadania através do esporte. Gratuitamente, os alunos recebem: material necessário para treinar e competir, aulas de reforço escolar e de preservação ambiental, alimentação balanceada, preparação física, tratamento dental preventivo, oportunidade de viajar para competir em outros estados e países, e, ainda, perspectiva de formação como futuros esportistas.

Para participar do projeto, totalmente gratuito, as crianças e jovens precisam morar nos municípios de Engenheiro Pedreira ou Japeri e frequentar a escola, com comprovação de regularidade e rendimento satisfatório. A criança dá a largada aos treinos a partir dos 6 anos e fica lá até completar 18. Alguns jovens que passam desta idade são integrados ao projeto para auxiliar os treinadores e participar dos treinamentos preparatórios para campeonatos. São aceitos meninas e meninos, que treinam sem distinção de gênero, o que já é um grande avanço para o esporte que ainda mantém um perfil patriarcal, apesar do grande número de mulheres praticantes.

A realidade do município

Localizado em uma das cidades com mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano do Estado do Rio de Janeiro, o campo público de Japeri parece um oásis em meio à falta de oportunidades. Deficiências em áreas vitais como saúde, habitação, educação e cidadania, além de altos índices de violência e de alcoolismo são um retrato do município de Japeri. Por ali, o trabalho com garantias legais pode ser considerado um artigo de luxo e a maioria das famílias vive de renda proveniente de bicos ou do trabalho como ambulante no trem que liga a região ao Centro da capital carioca.

Mas, para 120 meninos e meninas esta realidade vem sendo transformada graças à AGPJ e à Escola de Golfe, por onde já passaram cerca de 400 crianças. No mínimo é inusitado levar a esse cenário de pobreza e carência de políticas públicas, um esporte considerado elitista. O fato é que a experiência tem apresentado bons resultados – dentro e fora do campo. Além de visível aumento no rendimento escolar, os alunos do Japeri Golfe são alguns dos melhores golfistas amadores do país e há uma extensa fila de espera de crianças e jovens que almejam transformar a realidade de suas vidas.

 

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